Cena do filme “Cisne Negro”
Quanto mais você age e justifica a partir do apego ao seu pensamento, impulso ou sensação, menos você vê da abertura.
Como um viciado, você vê você.
Como um lobo sedento, você vê a sua fome de você.
Como uma minhoca muito à vontade na terra, você vê o prazer.
Como um fantasma que só se lembra do que passou, você vê a ausência.
A não-ação revela as sementes potenciais que, se incentivadas, irão continuar o carma de “ser sempre o mesmo”.
O lobo não vê a armadilha.
A minhoca não vê o pássaro.
O fantasma não vê o desperdício da vida.
O viciado não conhece a paz sem artifícios.
Então, você está preso justo naquilo que não deixa você parar de se justificar para enfim se mover.
É aí que está o coração da obsessão, a fonte de todas as crises.
A não-ação, o espaço imóvel da meditação, é o primeiro passo para conhecer como você vem sendo possuído e não percebe, vem se atropelando e tropeçando sem se dar conta.
Você vem “pegando” objetos internos e externos para justificar a sua existência. Vem sendo lobo, fantasma, viciado, minhoca…
Sem a paz, onde você vai chegar? O que vai oferecer para seus companheiros e companheiras humanos e não humanos nesse mundo em chamas?