A crise nas projeções como caminho de descoberta – parte 4

Cena do filme “Cisne Negro”

Quanto mais você age e justifica a partir do apego ao seu pensamento, impulso ou sensação, menos você vê da abertura.

Como um viciado, você vê você.

Como um lobo sedento, você vê a sua fome de você.

Como uma minhoca muito à vontade na terra, você vê o prazer.

Como um fantasma que só se lembra do que passou, você vê a ausência.

A não-ação revela as sementes potenciais que, se incentivadas, irão continuar o carma de “ser sempre o mesmo”.

O lobo não vê a armadilha.

A minhoca não vê o pássaro.

O fantasma não vê o desperdício da vida.

O viciado não conhece a paz sem artifícios.

Então, você está preso justo naquilo que não deixa você parar de se justificar para enfim se mover.

É aí que está o coração da obsessão, a fonte de todas as crises.

A não-ação, o espaço imóvel da meditação, é o primeiro passo para conhecer como você vem sendo possuído e não percebe, vem se atropelando e tropeçando sem se dar conta.

Você vem “pegando” objetos internos e externos para justificar a sua existência. Vem sendo lobo, fantasma, viciado, minhoca…

Sem a paz, onde você vai chegar? O que vai oferecer para seus companheiros e companheiras humanos e não humanos nesse mundo em chamas?

mais recentes

Construir o caminho que leva até o amor – parte 7

Construir o caminho que leva até o amor – parte 6

Construir o caminho que leva até o amor – parte 5

Construir o caminho que leva até o amor – parte 4