Pawel Szvmanski
Quando a mente não conhece a si mesma, ela está acreditando nos seus impulsos, nos seus mecanismos, na sua reatividade, e isso é a fonte do sofrimento porque ela tanto ignora o potencial aberto da vida como o manipula a partir do apego a si e ao mundo.
Já dissemos isso várias vezes e vocês podem estar cansados (risos), mas o objetivo é cansar a mente que vive de busca externa e apego interno a alguns aspectos de si em detrimento de outros.
É só a partir da renúncia, ou do cansaço com o apego interno a projeções dos outros, a expectativas externas, com a vontade de agradar, com a vontade de se isolar, etc, que vemos que o nosso contato com a realidade vem sendo mediado por conceitos, crenças, mecanismos, etc.
Em outras palavras, não estamos em contato com o mel da vida, com o fato de que tudo é a doação sem apego, que o apego é só uma forçação de barra…
Então, geralmente estamos bem ansiosos, jogando e cansados, porque é difícil jogar tanto, é difícil não reencenar os mesmos jogos e se exaurir.
Nesse sentido estamos cansados dentro do jogo e, ao mesmo tempo, não sabemos como é fora do jogo, estamos sempre posicionando-nos no estado da larva esforçada…
Mas então o vício é sempre de, ao se cansar dentro do jogo e sem renunciar o jogo, vamos nos exaurindo e sentindo que a vida é cada vez mais limitada. E nesse sentido, vamos ficando ressentidos, magoados, limitados e ansiosos.
Essa é a vida que toma o eu como referência, que acha que ama mas apenas utiliza o combustível do que conhece, sem se abrir para a grandeza do amor da vida.
Por isso compreender bem a própria falsidade e manipulação é tão importante.